quarta-feira, 10 de outubro de 2007

3ª Semana pela Democratização da Comunicação é promovida em Parauapebas


Será realizado em Parauapebas, nos dias 17 a 22 de outubro a 3ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação (SNDC). O evento, promovido pela Turma de Jornalismo da Universidade Federal do Pará, traz como objetivo uma ampla discussão sobre o monopólio da mídia. Entre as ações da SNDC serão ministradas algumas oficinas, grupos de discussão (GD), mostra de filmes e concurso de redação.

O evento terá inicio pela manhã com uma manifestação pelas ruas da cidade, feita pelos alunos de comunicação e sociedade de modo geral. A partir das 19:00 será feita à abertura oficial da semana, no auditório do Centro Universitário, com a presença de algumas autoridades e representantes de empresas e escolas.

Já no dia 18 acontece os Gd’s (Grupos de Discussão) nas escolas de ensino médio, e nos dias 19 e 20 serão ministradas, no Centro Universitário, as oficinas de fanzine, cordel, libras, contrapropaganda, fotografia, etc; sendo as inscrições gratuitas.

A Semana pela Democratização da Comunicação ocorre em todo o Brasil, no mês de outubro, para discutir o direito à comunicação na sociedade da informação. Os meios de comunicação ocupam, atualmente, lugar central na organização da sociedade. Todas as discussões necessitam passar pelo mais importante espaço público de hoje, a mídia, já que esta é a maior (e para alguns, única) fonte de informação e entretenimento.
Monopolizar os meios de comunicação significa ter o poder de construir de forma unilateral, sentido, valores, idéias etc. È importante lembrar que em nosso país a propriedade dos meios de comunicação é de poucos grupos, geralmente famílias de políticos oligarcas. A mídia é usada para perpetuá-los no poder, não deixando espaço para ideais dissidentes. Diante disso, é essencial democratizar a comunicação para avançarmos nas lutas sociais.
Os grandes meios de informação constroem formas de representação da realidade social através das notícias, da publicidade, mas principalmente por meio da programação de entretenimento - novelas, minisséries e programas em geral - que oculta os reais problemas da população, gerando um clima de conformação, que traz consigo uma desmobilização generalizada e o sentimento de "não é possível mudar nada".
Entretanto podemos apreender que não existe democracia se cada pessoa não puder exercer seu direito de se comunicar. Tão prejudicial quanto o fato de não informar é uma abordagem tendenciosa e malfeita.

NÃO EXISTE DEMOCRACIA SEM UMA COMUNICAÇÃO DEMOCRÁTICA!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O valor da Beleza


Afinal, o que é beleza? Segundo o Aurélio beleza é uma qualidade de belo, coisa bela, muito agradável ou muito gostosa. Por sua vez belo é o que tem forma perfeita e proporções harmônicas, agradável aos sentidos e sereno.


O conceito de beleza não é visto igualmente por todos, o que é belo para um pode não ser belo para outro, depende do juízo feito pelo indivíduo sobre o objeto. E quem garante que o belo é tal padrão ou forma dita por um ou por outro?

Fazendo uso da linguagem o homem procura persuadir os outros de suas próprias idéias e opiniões, disseminando assim uma cultura conhecida por PIB (Padrão Inatingível de Beleza) que ganha a cada dia novos adeptos. Uma pena!

Como já dizia Platão a linguagem pode ser um medicamento para o conhecimento, pois pela comunicação conseguimos descobrir nossa ignorância e aprender com os outros. Pode, porém, ser um veneno quando pela sedução das palavras nos faz aceitar, fascinados, o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se é certo ou não.

A imagem passada do “belo”, pela Tv, revistas e outdoor alimenta somente a indústria de cosméticos, confecções e plásticas, em nada favorece as mulheres de modo geral.
O critério de beleza ao longo dos anos foi modificando-se, em outrora o corpo feminino já foi elogiado por silhuetas e formas mais robustas.
Na pré-história mulheres com seios fartos e ancas bem definidas eram as prediletas dos homens, pois mostravam que eram bem alimentadas e capazes de gerar filhos sadios. Porém a forma ideal do corpo mudou muito, o que prevalece são formas “esculpidas” e delineadas.

No século VIII quanto mais barriga a mulher tivesse, mais bonita ela era, já por volta do século XVII o objeto de desejo era a famosa cinturinha de pilão e nos anos 40 as mulheres belas eram aquelas que tivessem formas mais masculinizadas com ombros mais largos. Mas foi a partir dos anos 60 que começou a corrida pelo sonho de ser eternamente jovem e a cultuar a magreza.

Hoje o que se vê é uma total escravidão ao perfeccionismo corporal, com formas magérrimas e seios de silicone, o padrão da vez é: magreza absoluta.

Em virtude dessa “escravidão” o número de adolescente anorexas é enorme, não se preocupam com sua essência ou saúde só com a aparência.

O culto ao corpo supermagro difundido pela mídia tem ocasionado uma psicose social coletiva que assassina a auto-estima e manipula a imagem de crianças e adultos, sem distinção de classe ou cor.

É cada vez mais freqüente ouvirmos falar em casos de bulemia entre jovens, que iludidos por uma forma “perfeita” sacrificam o próprio corpo e muitas vezes a própria vida. Até parece que estamos na era da imagem e não da informação.

A paranóia da imagem ideal ultrapassa a essência humana do indivíduo. Segundo Sócrates conhecer é passar da aparência à essência, da opinião ao conceito, do ponto de vista individual à idéia universal de cada um dos seres e de cada um dos valores da vida moral e política.

A busca pela perfeição, pelo “ideal”, pela superficialidade, tem levado as pessoas a agir sem raciocinar, tapando os olhos para o que realmente importa - o indivíduo como um todo e não como uma massa modelada e manipulada.

A sabedoria não consiste em ser perfeito, mas em saber que não somos e ter habilidade de usar nossas imperfeições para compreender as limitações da vida e amadurecer.

A beleza está nos olhos de quem vê e não em uma busca incessante por um padrão inatingível de beleza e nem por uma aceitação social por meio da mutilação da auto-estima.

Jandevânia Melo

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

ESCOLA PROMOVE ATIVIDADES DE CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL


COMO FORMA DE ALERTAR O EDUCANDO E A COMUNIDADE DE MODO GERAL, SOBRE OS EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL EM NOSSO PLANETA, A ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL JEAN PIAGET VEM DESENVOVENDO VÁRIAS ATIVIDADES QUE VISAM DESPERTAR O SENSO CRÍTICO QUANTO A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

COM O TITULO “PLANETA VIVO: O DESAFIO DO SÉCULO”, O PROJETO QUE TEM POR FINALIDADE TRABALHAR A TEMATICA AQUECIMENTO GLOBAL, SERÁ DESENVOLVIDO DE FORMA INTERDISCIPLINAR POR PROFESSORES E ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR E POR ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA).

DENTRO DA TEMATICA VARIOS SUBTEMAS FORAM SELECIONADOS E DIVIDIDOS POR TURMA, A FIM DE SEREM DISCUTIDOS PARA ELABORAÇÃO DE ATIVIDADES COMO PESQUISAS, ENTREVISTAS, OFICINAS E ELABORAÇÃO DE TEXTOS.

COM DURAÇÃO DE DOIS MESES E MEIO O PROJETO, IDEALIZADO POR DIREÇÃO, PROFESSORES E SOB COORDENAÇÃO DE JAMES GOMES E LUZANIRA CRUZ, PROCURA ESCLARECER AOS EDUCANDOS DE QUE FORMA A ATIVIDADE HUMANA TEM PROMOVIDO O AUMENTO DO EFEITO ESTUFA, QUE DANOS A QUEIMADA VEM CAUSANDO AO MEIO AMBIENTE E QUE SOLUÇÕES E AÇÕES PRÁTICAS PODEMOS TOMAR PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DAS ESPÉCIES EXISTENTES NO PLANETA.

SEGUNDO O COORDENADOR DE 5ª A 8ª SÉRIE, JAMES GOMES, O PROJETO FOI ELABORADO A FIM DE DESENVOLVER UMA CONSCIÊNCIA CRÍTICA E REFLEXISIVA NO ALUNO ENQUANTO CIDADÃO, PROCURANDO INCENTIVAR NELE AÇÕES PRÁTICAS PARA MINIMIZAR OS PROBLEMAS AMBIENTAIS DA QUAL CONVIVE. “A ESCOLA TEM UM GRANDE PAPEL SOCIAL NA FORMAÇÃO DE CIDADÃOS CONSCIENTES, CRÍTICOS E TRANSFORMADORES DO AMBIENTE” AFIRMA JAMES GOMES.

AS ATIVIDADES PRODUZIDAS DURANTE TODO O PERÍODO DO PROJETO SERÃO APRESENTADAS NUMA EXPOSIÇÃO INTERDISCIPLINAR NOS DIAS 25 E 26 DE OUTUBRO NA PRÓPRIA ESCOLA.

PARA A COORDENADORA DA EJA, LUZANIRA CRUZ, O PROJETO É DE GRANDE IMPORTÂNCIA UMA VEZ QUE ENVOLVE TODAS AS DISCIPLINAS A CERCA DE UM ÚNICO DEBATE – AQUECIMENTO GLOBAL. SEGUNDO A COORDENADORA DA EJA, UM DOS OBJETIVOS É ALERTAR OS JOVENS QUANTO A NECESSIDADE DA PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E DO NOSSO ESPAÇO, MOSTRAR O QUE TEM SIDO FEITO POR NÓS PARA AMENIZAR A SITUAÇÃO E O QUE AINDA É PRECISO FAZER.
Jandevânia Melo