
sexta-feira, 4 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Que comece a política!
Inventada para evitar a guerra de todos contra todos, para descobrir, discutir e decidir qual a melhor maneira dos membros de uma sociedade poder viver, a política também pode ocasionar dominação e violência.
Os antigos gregos já tinham a clara percepção de que o sustentáculo da politeia (palavra grega que deu origem à expressão política), residia principalmente no consenso geral da maioria dos cidadãos (a eklessia), e não no uso, ou ameaça do uso, da força estatal em si.
Aproxima-se o período de campanha eleitoral e com ele muito blá, blá, blá. É importante que cada indivíduo saiba que tem nas mãos o poder de decidir quem será o novo chefe municipal e os “delegados” incumbidos de defender os interesses da população.
A política pode ser descrita como conjunto complexo de atividades humanas exercidas numa dada dimensão espacial de uma coletividade cultural, atividades essas voltadas para a satisfação dos interesses e necessidades humanas, quer individuais, quer coletivas, é de todo impossível reduzi-la a um mero subproduto de forças naturais ou sociais que estão fora do controle humano.
Para Maquiavel a arte política identifica-se intimamente com a técnica de manipulação dos desejos, temores e vontades dos homens no intuito de conquistar, manter e preservar o poder em seu tempo, baseando na “astúcia da raposa e na força do leão”.
Segundo Michael Foucault o indivíduo é uma produção do poder e do saber. Para ele o que faz com que o poder se mantenha e que seja aceito é simplesmente que ele permeia, produz coisas, induz ao prazer, forma saber, produz discurso que a sociedade acolhe como verdade e faz funcionar como verdade.
Tudo que envolva relações de poder ou a tudo quanto envolva organização e administração de grupos é política. O poder em atividade é política. Segundo Foucault onde há poder, há também dominação e resistência e, todo indivíduo (microfísica) tem poder e não só o Estado (macrofísica) detém este poder.
Karl Popper defende a idéia de que toda a política se compõe de atuações; e uma atuação só será racional se satisfazer o objetivo. Pode-se dizer que uma atuação é racional quando faz o melhor uso possível de todos os meios disponíveis para atingir um determinado objetivo. Um racionalista, segundo Popper, é aquele que faz uso de argumentos para se chegar às decisões certas, pois é preciso haver confrontação de “verdades” para se decidir qual “verdade” levará aos objetivos.
Para Platão o Estado é o engrandecimento da alma humana, na qual nasce porque cada um de nós não basta a si mesmo e tem a necessidade dos serviços de muitos outros homens.
No regime democrático o povo tem poder nas tomadas de decisões e ações, exercendo assim a soberania. Na modernidade traduzimos “democracia”, que visa favorecer os interesses dos mais pobres de modo indevido, como “demagogia”.
O poder – elemento essencial da política – tem como efeito a verdade centrada no discurso cientifico (razão cientifica), a violência, ganhos econômicos e uma mercantilização ligada ao lucro.
Assim como o poder é essencial na política, para Maquiavel, nos dias de hoje não é diferente, pois o poder ainda é a característica essencial para a política. Enquanto o príncipe de Maquiavel conquistava o poder por meio da força, o príncipe moderno só chega ao poder por meio de disputa eleitoral, utilizando-se da manipulação para manter seu poder.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
MEIA PASSAGEM: UM DIREITO DO ESTUDANTE
É cada vez mais freqüente as discussões acerca do uso da carteirinha de meia passagem pelos alunos, dos diferentes níveis escolares, em Parauapebas. Os vanzeiros se mantêm intransigentes em não aceitar a meia passagem, colocando várias restrições de uso desse direito.
Todo dia uma nova reclamação surge por parte dos alunos, que são podados em usufruir de um direito. Na maioria das vezes os vanzeiros agem de forma arrogante e impetuosa para com aqueles que querem usar a carteirinha, tratando-os maus na frente dos demais passageiros.
De acordo com o artigo 264, inciso VI, da lei Orgânica do Município, só é assegurado a meia passagem aos estudantes, nos horários de início e final do turno de estudos, cabendo ao município subvencionar cinqüenta por cento dos custos do transporte estudantil.
Mas no ano de 2006 foi sancionado uma emenda, de autoria do vereador Euzébio, que assegura aos estudantes de qualquer nível o beneficio da tarifa reduzida à metade, o que fica implícito que é permitido o uso da carteirinha a qualquer hora, independente do horário em que se estuda.
Os vanzeiros alegam que não aceitam a meia passagem porque ficam no prejuízo, já que, o município não repassa os outros cinqüenta por cento, responsabilidade esta que consta na lei orgânica do município.
Os alunos por sua vez têm que arriscar na sorte, entrar em uma van cujo motorista não o tratará mal por usar de um direito – a meia passagem.
Todo dia uma nova reclamação surge por parte dos alunos, que são podados em usufruir de um direito. Na maioria das vezes os vanzeiros agem de forma arrogante e impetuosa para com aqueles que querem usar a carteirinha, tratando-os maus na frente dos demais passageiros.
De acordo com o artigo 264, inciso VI, da lei Orgânica do Município, só é assegurado a meia passagem aos estudantes, nos horários de início e final do turno de estudos, cabendo ao município subvencionar cinqüenta por cento dos custos do transporte estudantil.
Mas no ano de 2006 foi sancionado uma emenda, de autoria do vereador Euzébio, que assegura aos estudantes de qualquer nível o beneficio da tarifa reduzida à metade, o que fica implícito que é permitido o uso da carteirinha a qualquer hora, independente do horário em que se estuda.
Os vanzeiros alegam que não aceitam a meia passagem porque ficam no prejuízo, já que, o município não repassa os outros cinqüenta por cento, responsabilidade esta que consta na lei orgânica do município.
Os alunos por sua vez têm que arriscar na sorte, entrar em uma van cujo motorista não o tratará mal por usar de um direito – a meia passagem.
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