segunda-feira, 7 de abril de 2008

A construção do conhecimento

No nosso dia-a-dia podemos verificar como a construção do conhecimento e da verdade estão presentes em nossas tarefas diárias, quer seja na preparação de uma determinada refeição, quer seja no conserto ou na fabricação de um novo eletrodoméstico.

A verdade é uma atividade histórica, cujo o homem foi dando fundamentos de acordo com sua vivência, conhecimento e crenças. O modo como o homem compreendia a realidade, por sua vez, foi mudando de acordo com a época e as dúvidas sobre o conceito de verdade estabelecido.

Os povos primitivos, na tentativa de explicar a realidade ou os fenômenos da natureza, criavam histórias nas quais utilizavam as figuras dos deuses na tentativa de compreender a origem a origem das coisas.

Conforme Vasconcelos (2002, p. 54) o mito é uma forma de conhecimento, cuja narrativa, inspirada pelos deuses, não tem nenhuma preocupação em evidenciar, à luz da razão, os acontecimentos. Tendo por atores os deuses ou as forças naturais que intervêm e instauram a ordem no mundo.

Do século VIII ao VI a.C., os gregos tiveram a passagem do período mitológico para o racional. A razão, e não mais o mito, passou a ser fonte de explicação das coisas. Passando o conhecimento a ser construído por meio de explicações baseadas em causas naturais.

No século IV a.C., Platão traz a concepção de dois mundos: o material e o ideal. Mais tarde, Aristóteles, seu discípulo, discordando de Platão, diz que só existe o mundo material, no qual tudo que existe se explica por si mesmo.

Tanto Platão como Aristóteles, tentou mostrar que o mito não se podia levar a sério, em virtude de não se valer da razão.

Já na Idade Média, o que produzia conhecimento era a fé, estando acima da razão. Para o homem medieval, o conhecimento era graça, iluminação, irrupção de Deus no mundo dos mortais.

A partir do século XIII, um movimento contestou as idéias que se disseminaram na Idade Média: o Renascimento, que explicava o mundo pela comprovação científica. Com o Renascimento, entramos nos tempos modernos, na revolução do pensamento científico, que ganhou força no século XVII.

Na Idade Moderna, a razão passa a ser novamente a fonte da verdade, sendo estruturado um método para se construí o conhecimento científico, desenvolvido por René Descartes (1596-1650), Issac Newton (1642-1727) e Francis Bacon (1561-1626).

E atualmente, na era da informação e das imagens, o que é realmente verdade ou mentira? Nesse mundo de “faz de conta” é preciso sabermos selecionar o que é, dentre tantas “verdades”, aquela que vai de acordo com nossas convicções e ideais, já que o princípio de apropriação do conhecimento está intimamente ligado ao poder de manipulação das massas.

Um comentário:

Neirislene Figueiredo disse...

OLÁ...
Parabéns pelo artigo. Excelente!